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Luiz Inácio Lula da Silva está livre. Após 580 dias de prisão em uma cela na sede da superintendência da Polícia Federal em Curitiba, o ex-presidente saiu às 17h40 nesta sexta-feira para encontrar seu apoiadores, que gritavam "Lula Livre!". O petista foi colocado em liberdade por decisão do juiz Danilo Pereira Júnior, que acatou um pedido da defesa do petista protocolado pela manhã, feito com base na nova interpretação do Supremo Tribunal Federal com relação à possibilidade de prisão após condenação em segunda instância.

“Vocês eram o alimento da democracia que eu precisava para resistir”, disse o petista falando à vigília que se manteve em torno à sua cela durante todo o período de detenção. O ex-presidente estava ao lado de dirigentes do PT e da namorada Rosângela Silva, socióloga, que milita no partido há anos. "Consegui a proeza de, preso, arrumar uma namorada, estar apaixonado e ela aceitar casar comigo", disse, para aplauso dos apoiadores. Ela o visitava todas as quinta-feiras, após seus familiares, mas o casal não teve direito à visita íntima.

Lula confirmou o que circulava: que fará um discurso em São Bernardo do Campo, seu berço político, neste sábado —será no mesmo Sindicato dos Metalúrgicos onde começou sua carreira e no qual ele decidiu estar por dois dias antes de se entregar à polícia, em abril de 2018. O ex-presidente, que não poupou críticas à Operação Lava Jato que o pôs atrás das grades, disse ainda que planeja uma caravana pelo país.


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Jair Bolsonaro participava de um evento de entrega de ônibus escolares em Goiânia quando circulou a notícia de que a Justiça decidira soltar Lula, relata O Globo.

Logo em seguida, o presidente discursou por oito minutos, mas não fez nenhuma referência ao assunto.

Após o encerramento da cerimônia, havia a previsão de que Bolsonaro concedesse uma entrevista coletiva.

O presidente, no entanto, “foi embora sem dar declarações, surpreendendo os funcionários do governo”, escreve o jornal carioca.


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O juiz federal Danilo Pereira Jr, da 12ª Vara Federal de Curitiba, atendeu ao pedido da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e determinou nesta sexta-feira, 8, que ele seja solto. Com a decisão da magistrado, Lula deixará a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba após 580 dias preso. Ele cumpria pena no processo da Operação Lava Jato referente ao tríplex do Guarujá (SP), no qual foi condenado a 8 anos, 10 meses e 20 dias de prisão pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). A decisão de Pereira Jr foi assinada às 16h15 e o alvará de soltura expedido às 16h21.

Por volta das 11h desta sexta, após uma reunião entre o advogado Cristiano Zanin Martins e Lula na sala onde o petista está preso, na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, a defesa do ex-presidente pediu ao magistrado a soltura imediata dele. A petição se baseou na decisão tomada na quinta-feira 7 pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que proibiu prisões de réus condenados em segunda instância para cumprir pena.

No despacho, o juiz federal do Paraná ressaltou ser contrário à posição majoritária do STF. “Portanto, à vista do julgamento das Ações Declaratórias de Constitucionalidade nº 43, 44 e 54 – e ressalvado meu entendimento pessoal acerca da conformidade à Justiça, em sua acepção universal, de tal orientação -, mister concluir pela ausência de fundamento para o prosseguimento da presente execução penal provisória, impondo-se a interrupção do cumprimento da pena privativa de liberdade. Expeça-se alvará de soltura em favor do executado, encaminhando-o à SR/DPF/PR, com urgência”, escreveu.

Por meio de sua conta no Twitter, Zanin escreveu ter sugerido a Lula nesta manhã que o pedido fosse feito imediatamente, “sem prejuízo de continuarmos a priorizar o HC da suspeição”. A defesa do petista tenta no STF anular o processo do tríplex do Guarujá alegando suspeição do ex-juiz federal Sergio Moro, hoje ministro da Justiça e Segurança Pública. O habeas corpus está em análise pela Segunda Turma do Supremo.

Com a decisão do STF, Lula poderá recorrer em liberdade até que se esgotem todos os recursos aos tribunais superiores, o chamado trânsito em julgado. O STJ, que confirmou a condenação no caso do tríplex do Guarujá, analisa embargos de declaração movidos pela defesa do ex-presidente contra a sentença do tribunal.


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